O leilão do Tecon Santos 10 já foi adiado pelo menos oito vezes e segue sem definição, se tornando um dos temas de debate do CNN Talks: Quando as Regras Mudam. Para o entrevistado André de Seixas, presidente da Logística Brasil, a indefinição representa um risco concreto para toda a cadeia produtiva brasileira e para a sociedade como um todo.
Risco de colapso em Santos
De acordo com André de Seixas, estudos indicam que o Porto de Santos, o maior porto do Brasil e da América Latina, pode entrar em colapso entre 2028 e 2029.
Ele explicou que o problema não é apenas de espaço físico nos pátios, mas também de falta de berços de atracação. “Você ter mais quatro berços em Santos é fundamental”, afirmou.
A gravidade da situação é reforçada por dados da Unctad, citados por Seixas, segundo os quais de 80% a 90% de tudo o que se consome no mundo passa por um contêiner.
Diante desse cenário, qualquer gargalo no principal porto brasileiro tem repercussões diretas sobre importadores, exportadores e consumidores finais.
Impacto para exportadores e importadores
Seixas destacou que, quando um armador arrisca perder uma janela de atracação em Santos, ele simplesmente pula para outros portos, deixando para trás todos os operadores que aguardavam o embarque ou o recebimento de suas cargas.
“A cadeia toda para trás deles é prejudicada”, ressaltou. Segundo ele, o problema de Santos é, na prática, um problema do Brasil inteiro.
