O vereador Senival Moura (PT) voltou à tribuna da Câmara Municipal de São Paulo nesta terça-feira, 5, pouco mais de um mês depois de deixar a prisão. Durante o discurso, o parlamentar negou envolvimento com o esquema investigado pelo Ministério Público de São Paulo, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo da capital.
Senival permaneceu preso por 40 dias no 8º Distrito Policial, no Brás. Em junho, a Polícia Civil o deteve durante a Operação Última Parada, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à empresa Transunião.
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Na tribuna, o vereador afirmou que as autoridades o trataram como "o demônio" durante a investigação e negou qualquer vínculo com organizações criminosas ou participação no esquema apurado.
"O maior interessado nessa investigação chama-se vereador Senival Moura", declarou.
O parlamentar também afirmou que deseja o esclarecimento dos fatos e agradeceu o apoio recebido durante o período em que permaneceu preso.
Justiça revogou prisão temporária
A desembargadora Carla Rahal, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a soltura de Senival ao entender que a prisão temporária havia ultrapassado o prazo previsto em lei.
Segundo a magistrada, a custódia deveria observar o prazo inicial de cinco dias.
