Os Houthis, do Iêmen, afirmaram nesta quarta-feira (3) que atacaram o petroleiro saudita Daisy no Golfo de Áden com um míssil balístico, alegando ter atingido a embarcação e forçado o navio a mudar de rota e retornar.
Em comunicado, o grupo militante disse que o ataque foi realizado “com sucesso” e resultou em um impacto direto no petroleiro. A alegação, no entanto, não pôde ser verificada de forma independente.
Segundo a nota, a operação foi conduzida como parte dos esforços para impor um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, dentro do que o grupo chamou de estratégia de “cerco por cerco”, uma referência à política declarada dos Houthis de responder aos bloqueios impostos ao Iêmen.
As forças armadas Houthis também afirmaram que estão monitorando de perto a movimentação de petroleiros sauditas e advertiram que não permitirão que essas embarcações naveguem pelas rotas marítimas do sul do Mar Vermelho ou pelas aproximações ao norte até que, segundo o grupo, as “demandas legítimas do povo iemenita” sejam atendidas e o bloqueio ao Iêmen seja suspenso.
Até o momento, as autoridades sauditas não comentaram a alegação.
O UKMTO (UK Maritime Trade Operations) informou que recebeu, mais cedo nesta quarta-feira, um relato de um incidente envolvendo uma forte explosão nas proximidades de um petroleiro, a cerca de 95 milhas náuticas, cerca de 176 quilômetros, a sudeste de Áden, no Iêmen. O incidente foi registrado às 11h30 no horário de Brasília.
