As startups brasileiras nativas de IA concentram seus esforços em problemas locais em vez de tentar competir com modelos generalistas. A avaliação é da head de Startups da AWS Brasil, Karina Lima, em entrevista ao Canaltech nesta quarta-feira (5), durante o Rio Innovation Week 2026.
O movimento acompanha o avanço dessas empresas. Divulgado em julho, o estudo “Engines of Growth” da AWS Startups aponta que startups nativas de IA registram crescimento médio anual de receita de 149% no Brasil, ante 64% das startups em geral.
Segundo a pesquisa, essas startups alcançam valuations bilionários em 3,5 anos - metade do tempo observado anteriormente - e com metade da equipe necessária antes da IA generativa. Além disso, 47% geram mais de US$ 400 mil em receita por funcionário.
Lima associa essa diferenciação ao amadurecimento do mercado. No início da onda de IA generativa, muitas empresas apenas trocaram o “.com” pelo “.ai”. Agora, começa a ficar mais claro quais realmente incorporaram a tecnologia aos produtos e à operação.
“No Brasil, vemos um movimento muito interessante acontecendo. Diferente do início dessa onda global, onde víamos modelos muito genéricos, como OpenAI e Anthropic, que queriam atacar todos os problemas do mundo, o Brasil foi muito assertivo no olhar de negócio para a adoção de AI de fronteira” explica.
