O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa Selic para 14% ao ano nesta 4ª feira (5.ago.2026). A decisão tenta equilibrar o controle da inflação e os apelos por crédito mais barato. O indicador dita o encarecimento de financiamentos para as empresas e afeta o poder de compra diário de cada pagador de imposto.
Representantes da indústria publicaram notas à imprensa para criticar o nível da taxa básica de juros. De acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a redução de 0,25 ponto percentual é insuficiente. A entidade atesta que o patamar de 14% asfixia o capital de giro das companhias e compromete a renda das famílias brasileiras.
A confederação estabelece que a Selic atual se encontra 3,6 pontos percentuais acima da taxa de equilíbrio ideal para a economia nacional, calculada em 10,4%. O presidente da CNI, Ricardo Alban, declarou que a manutenção dos juros em nível elevado inviabiliza novos investimentos.
“Não há justificativa compreensível para a manutenção da taxa de juros em um nível tão alto”, afirmou Alban.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) também divulgou comunicado com críticas diretas ao aperto monetário. O presidente da instituição, Paulo Skaf, afirmou que o custo do crédito corporativo passa de 30% e sufoca a modernização das fábricas. Skaf atrela a dificuldade de cortes à despesa do governo federal.
