As exportações de sorgo do Brasil programadas para agosto somam pelo menos 400 mil toneladas, com a China abocanhando grande parte dos embarques, em um movimento que marca o início efetivo das vendas externas brasileiras desse cereal ao país asiático.
A chinesa Cofco é apontada como a principal exportadora de sorgo, um produto utilizado como matéria-prima da ração animal e na fabricação da bebida alcoólica baijiu, na China.
Após o Brasil conseguir habilitar exportadores para exportar sorgo à China ao final do ano passado, o país fez em janeiro sua primeira exportação desse grão aos chineses desde 2014, mas em um volume de 25 toneladas, visto como um teste.
“Acredito que é um movimento contínuo depois que de fato o Brasil abriu a China…”, disse o diretor-geral no Brasil da trading chinesa Hang Tung, Gabriel Cordeiro, ao ser questionado pela Reuters sobre os volumes de sorgo na programação dos navios.
A China habilitou brasileiros, que já são seus principais fornecedores de produtos com soja e carne bovina, como uma alternativa aos Estados Unidos, cujas vendas de sorgo aos chineses caíram durante o período da guerra comercial em 2025.
A programação de embarques em agosto prevê seis navios com sorgo do Brasil, somando 407,7 mil toneladas, caso nenhuma operação fique para setembro na hipótese de algum contratempo, de acordo com dados da agência marítima Cargonave.
