Mesmo em um cenário dominado pelo digital, existe uma indústria que não para de crescer justamente por vender o oposto: o produto físico, único, feito sob medida. É o caso do mercado de personalização e sublimação têxtil, que consolidou nos últimos anos um dos ritmos de expansão mais consistentes da cadeia gráfica brasileira.
Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF), o país reúne hoje mais de 15 mil empresas do setor gráfico, responsáveis por cerca de 175 mil empregos diretos, uma cadeia produtiva que, historicamente, é dominada por micro e pequenas empresas e por isso depende fortemente de parcerias, revenda e prestação de serviço especializado.
Dentro dessa cadeia, a sublimação têxtil vem se destacando como um dos segmentos de crescimento mais acelerado. Dados de fornecedores e associações do setor apontam expansão média de 8% a 12% ao ano desde 2020, com aceleração ainda maior a partir de 2022, puxada pela força do e-commerce, pela entrada de novos microempreendedores e pela demanda crescente por produtos personalizados. Levantamento do Sebrae reforça esse movimento: o mercado de brindes e produtos personalizados cresceu 35% entre 2023 e 2024 no Brasil.
Do estádio para o dia a dia
Se antes a sublimação era vista como uma técnica de nicho, associada quase exclusivamente à estamparia esportiva, hoje ela ocupa espaço em uniformes corporativos, brindes, decoração e vestuário de marca.
