A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou nesta quarta-feira, 5, que a redução da taxa Selic para 14% ao ano representa um avanço, mas não é suficiente para aliviar o custo do crédito no país. Mais cedo, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, promover o quarto corte consecutivo da taxa básica de juros.
Leia mais: Entenda o que é a economia no Brasil em Oeste
Em nota divulgada logo depois da decisão, a entidade alertou para os efeitos da manutenção dos juros em patamar elevado. "A taxa Selic é apenas o juro básico", lembrou. "O custo do crédito é substancialmente superior para pessoas jurídicas, atingindo taxas de 30% ao ano, e para os brasileiros chega a mais de 60% ao ano."
Segundo a Fiesp, esse cenário sufoca o fluxo de caixa das empresas, trava investimentos em inovação e modernização e agrava o ciclo de endividamento das famílias.
Fiesp critica política fiscal
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou que os juros elevados se unem ao desequilíbrio das contas públicas. "Soma-se aos juros altos a gastança desmedida do governo", disse. "A consequência é dívida pública atingindo 82% do PIB e ultrapassando a marca dos R$ 10,8 trilhões."
Skaf acrescentou que, "por estar fortemente atrelado à Selic, esse valor gera encargos superiores a R$ 1 trilhão por ano às contas públicas, o que sinaliza um quadro de fadiga fiscal".
