Além da exploração espacial, uma das tarefas mais prioritárias e complexas da NASA é a observação contínua da Terra. Por meio da Divisão de Ciências da Terra, a agência opera dezenas de missões encarregadas de registrar a saúde do nosso planeta, que vão desde satélites em órbita a supercomputadores no solo - formando uma rede integrada de tecnologia para acompanhar as transformações climáticas globais em tempo real.
A espinha dorsal dessa infraestrutura é o Sistema de Observação da Terra (EOS, na sigla em inglês), composto por satélites em órbita terrestre baixa. Equipamentos emblemáticos como as espaçonaves Terra e Aqua registram a cobertura de nuvens e a vegetação. Enquanto isso, há mais de cinco décadas, o programa Landsat documenta as transformações no uso do solo e o desmatamento.
Outras missões aplicam tecnologias avançadas para medir variáveis invisíveis a olho nu. O satélite GRACE-FO (sigla em inglês para Recuperação da Gravidade e Experimento Climático - Continuação) monitora variações na gravidade terrestre causadas pelo deslocamento de massas de água e derretimento de geleiras.
Trata-se de uma missão conjunta da NASA e do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), lançada em 2018 para dar continuidade à missão original GRACE. Seus dois satélites medem pequenas variações no campo gravitacional da Terra, permitindo monitorar mudanças na massa de gelo, nos aquíferos, nos oceanos e em outros componentes do sistema terrestre.
