O vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, reagiu nesta 4ª feira (5.ago.2026) às críticas feitas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) por causa de sua decisão de transferir o número de urna 1313 ao filho e presidente do PT no Rio de Janeiro, Diego Quaquá. O dirigente petista afirmou ter tido dificuldades para a liberação de emendas quando Gleisi Hoffmann, mulher de Lindbergh, era ministra das Relações Institucionais.
“É só dar uma olhada na rede social deles que você vai ver o quanto eles entregaram de trator, de emenda. Ficaram ali pendurados no governo federal. Tive as minhas [emendas] sem serem liberadas. E muitos deputados do PT ou da base reclamam do fato de eles terem monopolizado o governo aqui no Rio de Janeiro”, disse em entrevista ao Poder360.
Lindbergh “usou muito a máquina do governo federal” no Rio de Janeiro, segundo Quaquá. “Nenhum deputado nem da base nem fora da base teve tanta emenda e tanta presença no governo quanto ele. Se eu fosse partir para essa coisa de ataque de família, diria que ele usou o fato de Gleisi ser ministra da articulação política do governo Lula para liberar emendas para base dele em detrimento do conjunto dos deputados da base no Rio de Janeiro”, acrescentou.
Marcelo Freixo (PT-RJ), ex-presidente da Embratur, também repudiou a atitude do dirigente petista. Usou a expressão “capitania hereditária” para fazer críticas, mas foi poupado por Quaquá.
