A Fifa divulgou nesta quarta-feira, 5, um balanço da reunião de emergência que aconteceu em Rabat, no Marrocos, para discutir a crise política a qual foi submetida nos últimos dias. Em comunicado distribuído à imprensa, a entidade presidida por Gianni Infantino afirmou pedir desculpas às associações membro e prometeu engrossar o tom contra ataques à sua reputação.
As primeiras críticas surgiram após a descoberta do projeto de se criar a FFE (Fifa Forward Enterprise), uma empresa privada que na prática estaria disposta a vender a operação e a organização dos principais eventos da Fifa, entre eles, a Copa do Mundo. A concretização do negócio poderia representar um aumento de 8 milhões para 20 milhões de dólares para cada federação afiliada. Estima-se que a arrecadação total ficaria em 4,2 bilhões de dólares.
Os primeiros ataques à criação da FFE vieram da Uefa, que de cara sugeriu um boicote das suas confederações à competições da Fifa. A Conmebol chegou a marcar uma reunião para discutir o assunto, enquanto outras mantiveram a neutralidade ou aceitaram o projeto. Diante das críticas, a Fifa desistiu do projeto.
“Com a retirada do projeto, ficou decidido que a Fifa não tolerará mais quaisquer ataques à sua integridade, à sua boa governança e ao devido processo, e que tomará todas as medidas necessárias para proteger e salvaguardar seu nome e sua reputação”, diz o texto.
