A inteligência artificial (IA) deve se tornar uma das principais ferramentas na busca por vida extraterrestre nos próximos anos. A avaliação é de Jill Tarter, fundadora do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) e uma das maiores referências mundiais na procura por sinais de civilizações alienígenas.
Durante participação no Rio Innovation Week, nesta terça-feira (4), a cientista afirmou que a nova geração de telescópios do instituto já está sendo preparada para operar com sistemas baseados em IA, capazes de decidir automaticamente para onde apontar os equipamentos e quais dados coletar, de acordo com as descobertas científicas mais recentes.
Segundo Tarter, a inteligência artificial geral (IAG) também deverá desempenhar um papel essencial no processamento do enorme volume de informações captadas pelos radiotelescópios.
“Estamos substituindo pelo primeiro telescópio agêntico, de forma que o apontamento e a coleta de dados serão decididos por uma máquina e auxiliados pelas informações mais recentes, de acordo com o nosso entendimento do que a ciência está fazendo”, afirmou.
