A redução da taxa Selic para 14% ao ano, no 4º corte consecutivo promovido pelo Banco Central neste ano, cria uma oportunidade para o mercado empresarial rever contratos de crédito. As empresas podem buscar a reestruturação de dívidas firmadas durante o período de juros mais elevados.
A manutenção do custo antigo afeta o caixa das companhias de forma direta. Enquanto as análises se concentram na inflação e nos investimentos, muitas empresas continuam a pagar taxas de um cenário econômico anterior.
O movimento importa porque abre espaço para que os empresários revisem capital de giro, financiamentos e antecipação de recebíveis, e avaliem se as condições contratadas são compatíveis com o mercado atual.
De acordo com o advogado especialista em direito bancário e fundador da DAP Advocacia, Bruno Medeiros Durão, a sequência de cortes estabelece um momento estratégico para reavaliar o peso das dívidas antes de buscar novos créditos.
O especialista afirmou por meio de nota enviada à imprensa que a queda do Banco Central não altera as condições automaticamente e “nem obriga os bancos a diminuir imediatamente as taxas cobradas das empresas”.
A diferença entre a Selic e os juros efetivos ocorre porque o custo final depende do risco, do histórico da empresa, das garantias e do prazo de cada instituição.
