A abertura do mercado paraguaio para a importação de suínos vivos destinados ao abate pode representar uma nova alternativa para a suinocultura brasileira. No fim de julho, o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) anunciou que o Paraguai aprovou o modelo de CSI (Certificado Sanitário Internacional), documento que autoriza as exportações brasileiras e amplia as oportunidades comerciais para o setor.
Na avaliação de representantes da cadeia produtiva, a medida cria uma nova opção de destino para os animais produzidos no Brasil, ajudando a reduzir a oferta destinada ao mercado interno e dando maior sustentação ao crescimento da atividade.
Segundo o presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivânio Luiz de Lorenzi, a abertura do mercado está diretamente ligada ao momento vivido pela indústria paraguaia. De acordo com ele, o país vizinho vem ampliando os investimentos na suinocultura, mas ainda possui capacidade ociosa nos frigoríficos, o que aumenta a necessidade de importar matéria-prima para abastecer as plantas de processamento.
“Como eles estão investindo na atividade e as indústrias operam com ociosidade, surgiu a necessidade de buscar animais fora do país. Para o Brasil, isso representa uma oportunidade importante de ampliar o mercado“, afirma.
Losivânio destaca que a exportação de suínos vivos também pode trazer reflexos positivos para o mercado brasileiro.
