Sete em cada dez alunos do ensino médio já usam inteligência artificial em pesquisas escolares no Brasil. O dado, levantado pelo Cetic.br na pesquisa TIC Educação, é uma das novidades que acabam de integrar o Radar CNN, plataforma desenvolvida em parceria com o Instituto Locomotiva que reúne os principais indicadores sobre a tecnologia no Brasil.
O avanço da IA nas salas de aula entrou no centro do debate sobre educação. Ferramentas como o ChatGPT já fazem parte da rotina de estudantes para pesquisas, produção de textos e resolução de exercícios.
Ao mesmo tempo, surgem discussões sobre impactos da automação na aprendizagem, pensamento crítico e nos desafios para escolas e professores.
Por exemplo, uma pesquisa publicada na revista Social Sciences & Humanities Open mostrou que universitários que utilizaram o ChatGPT durante uma atividade acadêmica retiveram menos conhecimento depois de algumas semanas do que alunos que estudaram por métodos tradicionais.
Para Álvaro Machado Dias, professor livre-docente da Unifesp, sócio do Instituto Locomotiva e pesquisador especializado em tendências, o problema não é o uso da IA por si só.
“Sou entusiasta da IA na educação, com uma condição: ela precisa aumentar o esforço do aluno, não substituí-lo”, defende.
Machado chama atenção para os riscos do uso da tecnologia sem supervisão.
