O vereador Senival Moura (PT), de 61 anos, investigado por suposto envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em um esquema de lavagem de dinheiro no transporte público da capital paulista, foi solto após mais de um mês preso. Ele estava detido desde 26 de junho, quando foi alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A informação foi divulgada pelo próprio parlamentar em um vídeo publicado nesta quarta-feira (5) nas redes sociais. Nas imagens, Senival aparece discursando no plenário da Câmara Municipal de São Paulo e diz que é inocente.
“Reitero aqui a minha inocência em tudo aquilo que foi divulgado pelos meios de comunicação e a injustiça que está sendo cometida contra este vereador”, afirmou.
Durante o pronunciamento, o vereador disse ter sido “jogado aos leões” sem ter cometido crimes e alegou que não teve a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos durante a investigação.
“Fui humilhado e exacrado. Se eu tivesse cometido qualquer espécie de crime, assumiria. Agora, ser acusado por algo que não cometi e pela injustiça que foi imputada a mim, isso é inadmissível”, declarou.
O parlamentar foi alvo da “Operação Última Parada”, do MPSP (Ministério Público de São Paulo), que visava desarticular o esquema. Além dele, integrantes da facção e o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião também tiveram mandados de prisão expedidos.
