O número de micro, pequenas e médias empresas em recuperação judicial aumentou nos últimos três anos, enquanto as grandes companhias passaram a recorrer com maior frequência a outros instrumentos de reestruturação financeira. Os dados constam no Monitor RGF BizDoc, elaborado com informações da Receita Federal e divulgados pelo Valor Econômico.
No encerramento do primeiro semestre deste ano, o Brasil contabilizava 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao segundo semestre de 2025. Apesar do crescimento, o ritmo desacelerou na comparação com os períodos anteriores. No acumulado de 12 meses, o aumento chegou a 21,2%.
O levantamento passou a incluir microempresas na base de dados, o que ampliou o universo analisado e elevou o número total de companhias em recuperação judicial.
Leia também: "Pão de Açúcar registra queda nas vendas e prejuízo no 2º trimestre"
Segundo o estudo, o estoque de empresas cresceu até maio, quando atingiu 6.513 processos ativos. Em junho, porém, houve redução de 172 casos, a primeira queda expressiva da série histórica.
Cláudio Damasceno, da RGF Consultoria, afirmou que um único mês não é suficiente para indicar uma mudança de tendência e recomendou cautela na interpretação dos números.
Participação das pequenas empresas aumenta
Entre o primeiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre deste ano, o índice de recuperações judiciais das microempresas cresceu 133%.
