Os agentes de inteligência artificial (IA), capazes de executar tarefas de forma autônoma e tomar decisões com pouca intervenção humana, devem ser tratados pelas empresas como integrantes das equipes, mas sempre sob supervisão de pessoas. A avaliação é de Keith Ferrazzi, fundador da consultoria Ferrazzi Greenlight, e Wendy Smith, diretora de pesquisa da empresa, em artigo publicado pela revista Fortune.
Segundo os autores, a próxima etapa da adoção da IA no ambiente corporativo exigirá que os funcionários desenvolvam habilidades para gerenciar esses sistemas, e não apenas utilizá-los.
De acordo com o artigo, boa parte dos treinamentos oferecidos pelas empresas nos últimos anos esteve concentrada no uso de comandos para ferramentas de IA generativa. Para os autores, esse conhecimento já não é suficiente diante da evolução dos chamados agentes de IA, sistemas que conseguem perseguir objetivos, acionar outras ferramentas, fazer recomendações e executar fluxos de trabalho de forma mais independente.
Nesse cenário, o papel do profissional muda de usuário para supervisor. "A IA com agentes muda a relação entre pessoas e tecnologia. Ela exige novas formas de definir limites, calibrar a confiança e manter a responsabilidade humana", afirmou Gianpaolo Barozzi, CTO da Cisco 3P.
Cinco papéis para um mesmo agente
Ferrazzi e Smith afirmam que um dos principais riscos está no excesso de confiança nesses sistemas.
