O Brasil precisará dividir com investidores internacionais o custo da expansão dos biocombustíveis, uma das principais apostas globais para a descarbonização. A avaliação é de especialistas que participaram das discussões da COP 30 e defendem que o país reúne condições para se tornar um dos maiores fornecedores de combustíveis sustentáveis do mundo. No entanto, atender à demanda prevista para as próximas décadas exigirá a entrada de capital estrangeiro para financiar novos projetos.
O desafio agora deixou de ser tecnológico. A prioridade passa a ser ampliar a produção em escala industrial, criar um ambiente regulatório estável e atrair investimentos capazes de transformar o potencial brasileiro em oferta suficiente para abastecer a crescente demanda mundial por combustíveis sustentáveis.
O consenso entre representantes da indústria, do governo e do mercado financeiro é que os biocombustíveis terão papel central na descarbonização do transporte global, especialmente em segmentos nos quais a eletrificação avança mais lentamente, como aviação, transporte marítimo e parte do transporte rodoviário pesado.
Depois de consolidar uma das matrizes energéticas mais renováveis do planeta e desenvolver tecnologias para diferentes rotas de combustíveis de baixo carbono, o Brasil entra em uma nova fase da transição energética.
