As exportações brasileiras de maçã apresentaram um crescimento expressivo de mais de 220% no primeiro semestre de 2023, impulsionadas pela maior safra da história. Esse desempenho reflete a recuperação do setor após dois anos de safras reduzidas devido a fatores climáticos adversos.
Fatores que impulsionaram o crescimento
Segundo Moisés Aburkerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), o aumento significativo nas exportações pode ser atribuído a:
Safra recorde, que permitiu um aumento na produção.
Crescimento da área plantada em cerca de 15% nos últimos anos.
Uso de tecnologia avançada que melhora a produtividade e a qualidade da fruta.
Perspectivas para o segundo semestre
No segundo semestre, a ABPM foca principalmente no mercado interno, uma vez que cerca de 90% da produção de maçãs no Brasil é destinada ao consumo nacional. Aburkerque destacou que:
O hemisfério norte, que concentra 90% da produção mundial de maçãs, está em período de entressafra.
A tendência de safras grandes deve continuar nos próximos anos, com perspectivas de aumento nas exportações.
Embora o crescimento das exportações tenha sido significativo, a ABPM acredita que o volume poderia ter sido ainda maior se não fossem os conflitos internacionais.
Com essas condições favoráveis, a expectativa é que o Brasil exporte cerca de 100.000 toneladas de maçãs nos próximos anos, consolidando sua posição no mercado externo.
