O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira, comentou que trabalhadores de aplicativos de entrega e de corrida podem ser “empreendedores eventuais”. Em entrevista exclusiva ao TecMundo, o chefe da pasta explicou como o ministério encara o trabalho realizado pela chamada economia digital.
De acordo com Pereira, pessoas que possuem empregos formais e de final de semana ou à noite utilizam os apps para complementar a renda e podem ser considerados empreendedores eventuais. “Isso está totalmente compatível com o nosso modelo. O que a gente não quer é que isso seja usado para burlar leis trabalhistas”, argumentou.
Segundo ele, é preciso inclusive regular as plataformas para saber quanto elas arrecadam e determinar quanto exatamente vai para os trabalhadores.
“O governo federal tem uma batalha com parte das empresas de aplicativos. Você pode uma comida e não sabe o quanto [do valor do pedido] está indo para o entregador e quanto está indo para o app. Você pede uma corrida na rua e não sabe o quanto está indo para o motorista”, destacou.
O ministro disse que os consumidores têm direito de saber essas informações até para que eles possam dar preferências para um app que paga melhor os trabalhadores, por exemplo.
Desafios dos marketplaces
Outro assunto comentado pelo ministro foi a possível competição entre pequenos e médios empreendedores e grandes sites de marketplaces.
