O Irã afirmou nesta terça-feira (5) que continua em negociações com Omã sobre rotas seguras para a navegação pelo estratégico Estreito de Ormuz, que está, na prática, fechado por Teerã desde os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.
Enquanto as negociações prosseguem, três rotas de trânsito diferentes passaram a ser utilizadas na hidrovia, cada uma com níveis distintos de risco.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto “em breve” ou lançará um novo ataque severo contra o Irã.
Rota iraniana: Passando pelas águas territoriais do próprio Irã, essa rota passou a ser obrigatória para as embarcações desde 19 de junho. Teerã a classificou como a única passagem segura pelo estreito, em uma tentativa de usar a hidrovia como instrumento de pressão. O Irã tem disparado repetidamente contra embarcações que tentam utilizar outras rotas pelo estreito, provocando respostas militares dos Estados Unidos e contribuindo para o colapso do cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã em junho.
Rota Omã-OMI: Proposta pela OMI (Organização Marítima Internacional), vinculada à ONU, e por Omã, essa rota acompanha o litoral omanense ao sul do estreito. O Irã acusa Omã de ter aberto o corredor sob pressão dos Estados Unidos. Forças iranianas também dispararam contra navios comerciais em águas territoriais de Omã próximas ao estreito, ataques que, segundo Washington, violaram o memorando de entendimento firmado com Teerã.
