O Be My Eyes, expressão em inglês que pode ser traduzida como “seja meus olhos”, nasceu para conectar pessoas cegas ou com baixa visão a voluntários dispostos a ajudá-las por chamadas de vídeo. O aplicativo permite realizar tarefas simples do dia a dia, como identificar produtos, localizar objetos dentro de casa ou conferir a temperatura do forno, e hoje reúne mais de 10 milhões de voluntários e cerca de 1 milhão de usuários em mais de 150 países.
Ao longo da última década, a empresa dinamarquesa expandiu a plataforma com recursos de inteligência artificial (IA), parcerias com grandes empresas de tecnologia e um modelo de negócios que mantém o serviço gratuito para usuários e voluntários. Em vez de cobrar pelo aplicativo, o Be My Eyes desenvolveu um serviço voltado a empresas que desejam oferecer atendimento mais acessível a clientes cegos ou com baixa visão.
Em entrevista ao Olhar Digital, o fundador do Be My Eyes, Hans Jørgen Wiberg, contou como a empresa surgiu a partir de uma necessidade simples do dia a dia, explicou como encontrou uma forma de financiar a plataforma sem cobrar de seus usuários e falou sobre o impacto da IA, os desafios de privacidade e os planos para o futuro.
Como um aplicativo criado para resolver um problema cotidiano ganhou o mundo
A ideia do Be My Eyes surgiu em 2012, quando Hans Jørgen Wiberg trabalhava na Federação Dinamarquesa de Cegos.
