O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão, chamou a atenção pelas imagens de satélite que mostram um dos cenários naturais mais singulares do planeta: um extenso campo de dunas brancas intercalado por centenas de lagoas de água doce.
As imagens registradas pelo satélite Landsat 9, da NASA, em junho de 2026, revelam como o local, apesar da aparência desértica, mantém um ciclo anual marcado pela presença temporária de água acumulada entre as dunas.
O fenômeno ocorre por causa da combinação entre chuvas abundantes, características do solo, movimentação dos ventos e processos geológicos que formaram uma paisagem considerada uma das mais impressionantes da costa brasileira.
Um deserto aparente moldado pela água, pelo vento e pelo tempo
O nome Lençóis Maranhenses faz referência às curvas das dunas, que vistas de cima lembram um tecido branco amassado. A área de aproximadamente 900 quilômetros quadrados reúne grandes formações de areia que podem alcançar cerca de 30 metros de altura.
Apesar da aparência árida, a região recebe cerca de 1.250 mm de chuva por ano, volume superior ao registrado em algumas grandes cidades conhecidas por climas úmidos. Durante a estação chuvosa, a água se acumula nas áreas mais baixas entre as dunas porque camadas de rocha e argila dificultam sua infiltração.
O período de maior concentração das lagoas ocorre normalmente entre os meses de junho e julho.
