BRASIL - O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (5), durante sabatina promovida pelo g1 e pela GloboNews, que, se eleito, terá de negociar com partidos do Centrão para aprovar projetos e formar seu governo, embora continue fazendo duras críticas ao bloco, cujos integrantes classificou como "parasitas", "vagabundos" e "picaretas". Segundo ele, a negociação ocorrerá dentro de regras e sem acordos que considere irregulares.
"Tenho certeza que não dá para governar sem o Centrão, mas você não vai ver um discurso de molecagem. Eu terei que negociar com eles, compor o governo, mas vou estabelecer regras. O eleitor brasileiro vai eleger pelo menos 300 parasitas e vagabundos. Como eu sou um democrata, vou ter que compor, mas não com bandido. O que eu não farei são negociações não republicanas."
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A declaração foi dada ao responder sobre a governabilidade de um eventual governo e a necessidade de obter apoio parlamentar para aprovar sua agenda no Congresso Nacional.
Renan diz que negociação será necessária
Durante a entrevista, Renan Santos reconheceu que o sistema político exige diálogo com as forças que compõem o Congresso e afirmou que sua prioridade será aprovar reformas consideradas essenciais para o país.
Segundo o candidato, a situação fiscal do Brasil obriga o próximo governo a construir maioria parlamentar para viabilizar mudanças estruturais.
