Você já pensou em Bolsonaro concorrendo à Presidência nas eleições de outubro? Reflita por um momento sobre esta hipótese: livre das condenações que lhe foram impostas, com a inelegibilidade revertida e apto a participar da corrida eleitoral.
Será que teria força política para enfrentar uma campanha, concorrer com Lula e sair vencedor? Desde a última eleição presidencial, muitos episódios se acumularam em sua trajetória. Vamos começar pelo lado que o favoreceria como candidato.
Bolsonaro como líder da direita
Até alguns de seus adversários concordam que Bolsonaro é o maior líder conservador do Brasil nas últimas décadas. Foi sob sua liderança que a direita ganhou um rosto, identidade eleitoral e dimensão nacional.
Ouvi do próprio Lula, em 2002, quando disputava a Presidência com José Serra, que qualquer candidato que vencesse aquelas eleições seria de esquerda. O cenário político era muito diferente do atual.
O avanço da direita
Em 2013, por exemplo, o Datafolha classificou 39% dos entrevistados no campo da direita e 41% no da esquerda. Em 2014, provavelmente sob o impacto do escândalo do Petrolão, que atingiu o governo associado à esquerda, houve uma mudança significativa: 45% foram posicionados à direita e 35% à esquerda.
O resultado mostra que o fortalecimento da direita já estava em curso. Bolsonaro, entretanto, foi o político que conseguiu dar liderança, fisionomia política e expressão nacional a esse movimento.
