Nos últimos anos, empresas ligadas à inteligência artificial lideraram a valorização das bolsas globais.
Porém, agora elas enfrentam um período de forte correção. A queda de fabricantes de semicondutores e chips reacendeu entre os investidores o debate sobre uma possível bolha da inteligência artificial.
Os movimentos mais recentes mostram que o entusiasmo do mercado deu lugar a uma postura mais cautelosa. Empresas que impulsionaram a corrida pela inteligência artificial registraram perdas expressivas. A bolsa da Coreia do Sul, fortemente concentrada em fabricantes de semicondutores, acumulou queda de cerca de 43% em apenas um mês.
No mesmo período, o SMH, principal ETF global do setor de semicondutores, recuou aproximadamente 25%, enquanto a Micron, uma das empresas que ganhou destaque com o avanço da IA, perdeu cerca de 43% de seu valor.
Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e apresentador do Resenha do Dinheiro, o movimento reflete uma correção após um período de forte euforia.
“As empresas passaram a investir pesado, mas o que sobe muito rápido também pode cair muito rápido. Houve muita euforia, ganância e especulação. Agora, o mercado quer saber quem realmente será capaz de transformar tudo isso em lucro”, afirma.
Apesar da queda recente, uma correção de preços não significa necessariamente que a inteligência artificial tenha perdido relevância.
