Durante o evento “O Estado da Implementação Climática”, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (5), especialistas e lideranças políticas destacaram a urgência de superar a histórica oposição entre os setores ambiental e produtivo.
A análise central é que a emergência climática não é uma pauta externa ao campo, mas um risco direto à produtividade e à viabilidade econômica do agronegócio brasileiro.
Especialistas alertaram que as modelagens científicas indicam cenários severos para a produção agrícola global caso a agenda de adaptação não avance.
O setor produtivo é um dos mais vulneráveis, com riscos reais de quebras de safra sucessivas que podem comprometer a segurança alimentar e a economia nacional.
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Eles ressaltam que a adaptação da agricultura é um tema que ainda carece de maior profundidade nas discussões públicas, mas que é vital para enfrentar o “novo normal” de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e chuvas intensas.
Incentivos à agricultura de baixo carbono
O Brasil tem trabalhado para que a agenda ambiental seja transversal, como o Plano Safra que é um exemplo de implementação prática. Atualmente, o plano já inclui medidas voltadas para a agricultura de baixo carbono, oferecendo inclusive redutores de juros para produtores que adotam boas práticas sustentáveis.
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