O marroquino Mohamed chora ao falar de sua situação em Ceuta
CHINA GLOBAL TELEVISION NETWORK (CGTN) via REUTERS
Sem comida e sem abrigo, devido à superlotação do centro de acolhimento, os imigrantes que permanecem em Ceuta, cidade autônoma da Espanha no norte da África, estão vivendo uma dura realidade.
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Imagens exibidas pela TV estatal chinesa nesta quarta-feira (5) mostram que as pessoas que decidiram seguir no local estão tendo que dormir ao relento, na praia.
Mohamed, um dos mais de 70 mil imigrantes que atravessaram para Ceuta do Marrocos, chorou ao ser questionado pelo repórter se havia comido algo.
"Não. Hoje eu não comi nada, juro. Não tenho nenhum primo por perto para...", emocionou-se, sendo consolado pelos colegas, sem conseguir completar a frase.
Grande parte das pessoas que entraram em Ceuta, cidade autônoma da Espanha no norte da África, na última quinta-feira (30), já retornaram ao Marrocos, mas de 3 a 5 mil permanecem no local, segundo o último balanço dado pelas autoridades espanholas, há dois dias.
Na segunda-feira (3), a agência de notícias Reuters registrou dezenas de homens dormindo ao relento, na praia de El Trampolin.
Muitos estavam enrolados em toalhas para se protegerem do vento, enquanto veículos do Exército e da polícia patrulhavam a estrada atrás deles.
Marroquino que permanece em Ceuta chora com dura realidade: 'Hoje não comi nada'
