A Microsoft decidiu pisar no freio nos gastos com ferramentas de inteligência artificial. Em um e-mail interno obtido pelo site 404 Media, a gigante de Redmond informou aos seus engenheiros que o uso de IA no ambiente de trabalho passará a operar sob rígidos limites de orçamento.
Com a nova diretriz, a criadora do Windows se junta a outras gigantes do setor que já vinham reclamando que os tokens de IA estão custando mais que os próprios funcionários, intervindo para conter o uso elevado de ferramentas como o GitHub Copilot no dia a dia corporativo.
O fenômeno do “tokenmaxxing”
Nos últimos meses, o mercado de tecnologia observou o crescimento de uma prática apelidada de tokenmaxxing (a maximização de tokens) O fenômeno consiste no uso contínuo da IA por desenvolvedores para gerar grandes volumes de código. O problema é que o custo desse uso desenfreado disparou sem que as empresas percebessem grandes ganhos de produtividade.
Para bloquear essa escalada, Jay Parikh, vice-presidente executivo da Microsoft, declarou no email vazado que a meta agora é direcionar recursos para “maximizar os resultados que realmente impactam” os clientes e os negócios da companhia.
“À medida que aceleramos o uso do GitHub Copilot para atingir nossos objetivos, todos precisamos estar cientes de como consumimos tokens”, afirmou o executivo.
