O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou o coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia por supostamente ameaçar quatro sargentos da corporação que atuam como testemunhas em uma investigação sobre assédio sexual. Além da denúncia, o órgão requereu a prisão preventiva do militar.
A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar na terça-feira (4). O Juízo da Auditoria da Justiça Militar recebeu a ação nesta quarta-feira (5) e vai analisar o pedido de prisão preventiva.
Segundo o MPRJ, as ameaças ocorreram em 29 de junho deste ano. De acordo com a investigação, o coronel enviou mensagens por WhatsApp às quatro testemunhas utilizando um número registrado em nome de outra pessoa e se apresentou como “Marcos João”.
Ainda conforme a denúncia, as mensagens faziam referência ao procedimento investigatório, aos depoimentos já prestados e aos fatos apurados. Para o Ministério Público, o conteúdo demonstra que o oficial tinha conhecimento da investigação e buscava influenciar os relatos das militares.
O MPRJ afirma que o coronel também teria dito que as sargentos estavam sendo utilizadas por terceiros, sugerido que elas reavaliassem suas posições e afirmado que ainda haveria tempo para “reparar o dano” causado. As mensagens ainda faziam referências a familiares das militares.
