A automedicação nutricional sem prescrição médica pode prejudicar o desempenho e afetar a saúde a médio e longo prazo entre atletas amadores. Especialistas ouvidos pela CNN Brasil explicam que a prática está associada ao desejo de resultados rápidos.
Segundo o médico Sandro Ferraz, nutrólogo e especialista em medicina esportiva, o custo de tentar acelerar resultados de atividades físicas, como musculação ou corrida, pode implicar na queda do redimento, da saúde metabólica e no aumento do risco de lesões.
“Quando alguém tenta acelerar seus resultados nos treinos a qualquer custo, em lugar de ter mais disposição e crescimento de massa muscular, por exemplo, o que acontece é justamente o oposto”, afirma.
Um levantamento da Scanntech, em parceria com a McKinsey, apontou que, entre janeiro e outubro do ano passado, o consumo de whey protein cresceu 124%, enquanto a creatina teve alta de 89%. Além disso, cereais proteicos (21%), iogurtes proteicos (16%), produtos pré e pós-treino (16%) e leites saborizados com proteína (14%) também tiveram aumento do uso.
Os suplementos são vistos como grandes aliados na jornada de treinos, uma vez que podem fornecer mais energia, auxiliar no ganho de massa muscular e potencializar o desempenho.
