Prever exatamente quando uma tempestade solar vai atingir a Terra sempre foi um desafio para os cientistas. Um teste da missão PUNCH, da NASA, mostra que essa realidade pode estar mudando.
Segundo a NASA, o sistema conseguiu prever a chegada de uma ejeção de massa coronal com apenas 30 minutos de diferença, um resultado que pode tornar os alertas do clima espacial muito mais precisos.
Como a missão acompanha as explosões do Sol
As tempestades solares surgem quando o Sol lança enormes quantidades de plasma e partículas energéticas no espaço. Dependendo da intensidade, essas ejeções de massa coronal podem afetar satélites, redes elétricas e missões com astronautas.
Foi justamente para acompanhar esse percurso que a NASA lançou, em 2025, a missão PUNCH (Polarimeter to Unify the Corona and Heliosphere). Quatro espaçonaves em órbita baixa da Terra registram imagens do espaço a cada quatro minutos, permitindo seguir essas nuvens de material durante quase todo o trajeto até o planeta.
Achávamos que o PUNCH seria bom nisso, mas o resultado é impressionante. Isso pode representar para a meteorologia espacial o equivalente à passagem da máquina a vapor para um moderno motor de combustão interna.
Craig DeForest, investigador principal da missão PUNCH no Southwest Research Institute, em nota.
