A empresa brasileira de cosméticos Natura foi condenada por má-fé após usar prompt injection (comandos escondidos com instruções para IAs) em documentos enviados durante um processo comercial. A decisão foi publicada pelo Juizado Especial Cível de Rio Negrinho, em Santa Catarina.
O tribunal entendeu que a empresa enviou um texto com “instruções e comandos imperativos ocultos, direcionados especificamente a ludibriar, manipular e induzir o erro os sistemas automatizados de linguagem simples e inteligência artificial (IA)”.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) publicou uma nota sobre o caso e mencionou que envolvia uma empresa do setor de produção e comercialização de cosméticos. A apuração do Canaltech identificou que a ré em questão é a Natura.
A situação ocorreu após uma consumidora abrir um processo contra a empresa e buscar indenização por danos morais. A pessoa alegava ter sido incluída indevidamente em cadastro de inadimplentes pela Natura e outra empresa de recuperação de crédito.
Durante o processo, a empresa de cosméticos protocolou um documento de petição de especificação de provas e colocou alguns comandos ocultos para enviesar a leitura dos sistemas de IA usados pelo Poder Judiciário.
A Natura foi condenada por litigação de má-fé e terá que pagar multa de R$ 5 mil à vítima, além de removê-la do cadastro de inadimplência.
