Engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA encontraram uma solução para preservar a operação científica da Voyager 2, permitindo que a sonda mantenha três instrumentos ativos por pelo menos mais um ano. A medida foi adotada após a redução gradual da energia disponível no equipamento, lançado há quase cinco décadas.
A iniciativa foi concluída agora em agosto na Califórnia (EUA). O trabalho consistiu em reorganizar o consumo elétrico da espaçonave sem comprometer sua capacidade de continuar realizando observações no espaço interestelar.
A estratégia foi necessária porque as sondas Voyager dependem de geradores que transformam o calor da decomposição do plutônio em eletricidade. Com a perda anual de aproximadamente 4 watts de potência em cada veículo, a margem de energia da missão se tornou cada vez menor.
Como a NASA conseguiu preservar os instrumentos da Voyager 2
O esforço chamado internamente de “Big Bang” permitiu recuperar energia por meio da substituição de equipamentos que consumiam mais eletricidade por alternativas de menor gasto, além do desligamento de determinados sistemas considerados não essenciais. A equipe também precisou garantir que a temperatura da nave permanecesse adequada para o funcionamento dos componentes.
A redução de energia já havia levado a NASA a desligar dois instrumentos científicos de cada uma das sondas desde 2024.
