O secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Guilherme Mello, afirmou que as medidas econômicas adotadas pelo governo federal em 2026 têm impacto positivo sobre a economia sem comprometer as metas fiscais nem o controle da inflação. Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada na 3ª feira (4.ago.2026), ele rebateu críticas ao que analistas têm chamado de pacote eleitoral de bondades, do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O conjunto de ações soma quase R$ 200 bilhões, segundo estimativas citadas pelos críticos. Mello argumenta, porém, que os efeitos sobre a demanda, o mercado de crédito e a dívida pública são limitados.
Impacto inflacionário e fiscal
O secretário citou 2 estudos divulgados pelo ministério no início de julho para embasar sua posição. O 1º avalia os benefícios sociais e econômicos das medidas. O 2º conclui que a alta das expectativas de inflação registrada desde março não decorre do estímulo à demanda esperado com as políticas adotadas.
Para Mello, as críticas constroem uma caricatura das ações governamentais ao enfatizar custos sem considerar benefícios. “Não pode só priorizar custo e ignorar benefício. Aí você não está colaborando com o debate, está criando uma caricatura indevida dessas políticas”, afirmou. O secretário acrescentou que as políticas têm efeito setorial e não têm capacidade de alterar grandes agregados econômicos.
