O presidente da Argentina, Javier Milei, criticou o Brasil e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de forma agressiva e nunca vista antes, afirmou o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira nesta quarta-feira (5).
“Foram quatro manifestações consecutivas no espaço de uma semana em que o presidente da Argentina, de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva, criticou de uma forma inaudita, de uma forma que nunca tinha se visto, o Brasil e as instituições na pessoa do presidente da República, o presidente Lula”, disse Vieira em entrevista ao jornal Perfil.
De acordo com o chanceler, o governo brasileiro pediu explicações à Argentina, pontuando que, enquanto não houver “explicações satisfatórias”, o embaixador Júlio Pitelli não voltará ao território argentino e a embaixada será comandada por um encarregado de negócios.
Na noite de terça-feira (4), o Brasil rebaixou as relações diplomáticas com a Argentina após os ataques de Milei.
Vieira também comentou que os dois países têm relação muito especial e exemplar, com integração, colaboração e cooperação, algo que “lamentavelmente tentaram destruir nesse momento”.
O chanceler ainda foi questionado sobre as acusações de Javier Milei de que o governo Lula teria financiado a campanha de Sergio Massa, candidato derrotado pelo atual chefe de Estado argentino nas eleições de 2023.
“Nós jamais interferimos em nenhum tipo de campanha ou de ação em governos estrangeiros.
