A decisão dos partidos do Centrão de adotarem neutralidade no primeiro turno das eleições representa um cenário mais desfavorável para Flávio Bolsonaro (PL) do que para seus adversários. Essa é a avaliação da analista política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN, que ressalta que o movimento reflete o pragmatismo clássico de partidos do bloco.
Segundo Clarissa Oliveira, o posicionamento dos partidos do Centrão foi, em grande parte, capitaneado por forças de articulação do Palácio do Planalto.
“Quando a gente conversa com vários líderes em vários campos políticos, a gente sabe que as forças de articulação do Palácio do Planalto trabalharam ativamente para convencer esses partidos a optarem pela neutralidade”, afirmou a analista.
Por que o Centrão optou pela neutralidade?
A analista explica que não havia, por parte do governo, pretensão de firmar uma aliança robusta com essas legendas em torno de uma reeleição, dado o atual cenário político-eleitoral.
Muitos desses partidos possuem, pelos estados brasileiros, candidaturas mais à direita, o que tornaria uma aliança formal difícil de sustentar. Os partidos do bloco buscam preservar suas bases regionais, garantir acordos com o governo vigente e mitigar riscos judiciais ou políticos associados a uma chapa específica.
