Esperava-se que o boom da IA favorecesse as novas empresas que desenvolvem os modelos. No entanto, resultados financeiros recentes sugerem que quem mais se beneficia são alguns dos maiores e mais consolidados grupos de tecnologia da Europa.
A SAP, a Capgemini, a Sopra Steria e a OVHcloud relataram maior demanda, crescimento mais rápido ou perspectivas revisadas para cima, à medida que as companhias passam da fase de experimentação com inteligência artificial para a implementação em todas as suas operações.
Nesse processo, eles descobrem que tornar a IA produtiva dentro de uma organização complexa está se mostrando mais difícil do que obter acesso à tecnologia.
É improvável que grandes organizações dependam de um único fornecedor de IA. Em vez disso, espera-se que utilizem diferentes modelos para diferentes tarefas, dependendo do desempenho, da segurança e dos requisitos regulamentares. O desafio reside cada vez mais não na escolha de um modelo, mas em fazer com que a IA funcione com o software, os dados e os processos de negócio que as empresas já utilizam.
“As aplicações de IA são o campo de batalha, e é aí que a maior parte do valor será criada”, afirmou o UBS em um relatório recente.
Isso favorece diretamente os pontos fortes dos grupos europeus já estabelecidos nas áreas de software, consultoria e infraestrutura, muitos dos quais construíram seus negócios ajudando grandes organizações a integrar tecnologias complexas muito antes do surgimento da IA generativa.
