O mercado brasileiro de arroz encerrou julho com preços em alta. Segundo levantamento do Cepea, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, sustentada pela combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Com dificuldade para encontrar matéria-prima, parte das indústrias elevou sucessivamente as ofertas de compra ao longo do mês. Ainda assim, o volume negociado permaneceu limitado pela baixa disponibilidade do cereal no mercado.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Do lado dos produtores, a postura seguiu cautelosa. De acordo com pesquisadores do Cepea, muitos optaram por adiar as vendas por entenderem que as cotações ainda não cobrem adequadamente os custos de produção. Além disso, a expectativa de novas altas durante a entressafra reforçou a estratégia de retenção da produção.
Outro fator que contribuiu para a valorização foi o aumento da procura por arroz gaúcho por indústrias instaladas em outros estados, intensificando a concorrência pela matéria-prima e dando suporte às cotações.
O Cepea destaca ainda que o anúncio da intenção do governo de realizar futuras aquisições públicas de arroz e milho fortaleceu a expectativa de preços mais elevados entre os produtores. Com isso, muitos decidiram postergar ainda mais as vendas.
