A startup chinesa Unitree Robotics tenta converter a repercussão mundial de seus robôs humanoides em uma operação comercial de grande porte. A empresa ganhou projeção mundial após exibir máquinas capazes de realizar movimentos acrobáticos, mas agora enfrenta o desafio de levar esses equipamentos para aplicações práticas.
O avanço ocorre em meio à disputa internacional pelo desenvolvimento de robôs humanoides, área considerada estratégica pela China. Fundada por Wang Xingxing, a companhia aposta em redução de custos, controle da fabricação de componentes e integração com sistemas de inteligência artificial para acelerar sua expansão.
Apesar da visibilidade conquistada, a adoção em larga escala ainda está distante. A maior parte das unidades vendidas pela empresa continua nas mãos de universidades, centros de pesquisa e desenvolvedores, enquanto o uso em ambientes industriais representa uma parcela menor do negócio.
Da fama na televisão aos desafios do mercado
A Unitree ganhou destaque principalmente após apresentações públicas de seus modelos H2 e G1, que apareceram em performances de artes marciais transmitidas durante o Spring Festival Gala, evento televisivo do China Media Group associado às celebrações do ano-novo chinês.
A exposição transformou a empresa em uma das representantes do avanço chinês na robótica.
