O Nepal lamenta a morte de seis dos maiores nomes de seu montanhismo
Getty Images via BBC
Juntos, eles chegaram ao topo do monte Everest dezenas de vezes e alcançaram feitos antes considerados impossíveis, como escalar montanhas de mais de 8.000 metros sem oxigênio suplementar e escalar o K2, uma das montanhas mais letais do mundo, em pleno inverno.
Mas, além dessas conquistas, os seis nepaleses que morreram em uma avalanche no Broad Peak, no Paquistão, na semana passada, também ajudaram a mudar a forma como os guias de montanha do Nepal, conhecidos como sherpas, são vistos pelo mundo. Antes, eles eram vistos como simples auxiliares de expedições.
Entre os mortos estava o alpinista britânico-nepalês Nirmal Purja, um dos mais conhecidos do mundo por ter escalado as 14 montanhas mais altas do planeta, todas com mais de 8.000 metros de altitude, em pouco mais de seis meses.
Seus colegas de profissão dizem que as mortes representam um golpe devastador para a comunidade de montanhismo do Nepal.
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'O melhor de sua geração'
Purja, de 43 anos, também conhecido como Nims, liderava a equipe internacional de dez integrantes que escalava o Broad Peak, a 12ª montanha mais alta do mundo, quando a avalanche ocorreu.
"Nims [Purja] era uma figura icônica e, sem dúvida, um dos melhores alpinistas de sua geração", disse Ben Ayers, repórter especializado em Everest da revista Outside.
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