As investigações sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), precisam avançar independentemente do eventual uso do caso pela oposição ao atual governo e dos impactos eleitorais gerados pelo escândalo, a dois meses do primeiro turno do pleito deste ano. A avaliação é do jornal Folha de S.Paulo, que publicou editorial sobre o assunto nesta quarta-feira, 5.
Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em desdobramentos de investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dois casos tramitam sob a relatoria do ministro André Mendonça e um está com o ministro Flávio Dino.
“A PF desconfia que, nos três casos, a participação de Lulinha foi a mesma: ele teria aproveitado seus laços familiares para facilitar o trânsito de algum empresário dentro de órgãos federais. Os supostos esquemas, na visão da polícia, têm como pivô a empresária Roberta Luchsinger, sócia da RL Consultoria e Intermediações e amiga de Lulinha”, descreve a Folha no editorial.
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“Embora o ônus da prova caiba a quem acusa e embora a abertura de investigação não implique culpa, Lula sabe que as suspeitas dentro de sua casa e de seu gabinete podem ter impacto eleitoral”, prossegue o texto do jornal.
