BUENOS AIRES - A Argentina não adotará medidas em resposta ao rebaixamento das relações diplomáticas com o Brasil, afirmou nesta quarta-feira (5) o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, durante uma coletiva de imprensa. A declaração ocorre um dia após o chanceler criticar a decisão do governo brasileiro de reduzir o nível da representação diplomática entre os dois países.
O Itamaraty anunciou que manterá o embaixador brasileiro em Buenos Aires em território nacional enquanto o presidente argentino, Javier Milei, mantiver ataques ao Brasil. O governo brasileiro também solicitou o retorno do embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi.
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Resposta da Argentina
Em nota, o governo argentino classificou a decisão do Brasil como uma medida motivada por "questões puramente ideológicas" e afirmou que recebeu a iniciativa de forma unilateral.
Segundo a chancelaria argentina, o país não transformou divergências políticas em incidentes diplomáticos nos últimos anos, apesar de episódios envolvendo manifestações e apoios entre lideranças dos dois países.
O governo de Javier Milei também declarou que as relações entre os Estados devem ser guiadas pelos interesses permanentes dos povos, e não por interesses políticos ou pessoais dos governantes.
