O INMET acompanha a formação de um ciclone extratropical intenso entre Argentina, Uruguai, Sul do Brasil e o Oceano Atlântico. O sistema pode provocar temporais, rajadas de vento, granizo e queda de temperatura nos próximos dias.
A possibilidade de classificação como ciclone bomba ainda depende da evolução da pressão atmosférica. A previsão indica maior atenção entre quinta-feira (6) e sábado (8), principalmente na Região Sul.
Afinal, o que é um ciclone bomba?
Apesar do nome, o fenômeno não tem relação com uma explosão. O termo descreve um ciclone extratropical que ganha força em pouco tempo, com uma queda acentuada da pressão no centro do sistema.
Esse processo recebe o nome de ciclogênese explosiva e costuma ocorrer quando massas de ar com características diferentes se encontram. O contraste entre o ar frio e o ar quente e úmido favorece a formação de uma área de baixa pressão que pode se intensificar rapidamente.
Em resumo, três fatores ajudam a entender como o fenômeno se desenvolve:
encontro entre massas de ar com temperaturas diferentes;
formação e avanço de uma frente fria;
redução acelerada da pressão atmosférica no centro do ciclone.
Segundo o INMET, o sistema deve começar a se organizar a partir de uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai, avançando depois em direção ao Uruguai e ao litoral do Rio Grande do Sul.
