CNJ decide afastar juíza que atuou na Lava Jato
A juíza Gabriela Hardt, afastada por dois anos do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por atos praticados durante a atuação na Operação Lava Jato, continuará recebendo salário. A decisão foi tomada pelo órgão na terça-feira (4) e confirmada em apuração da TV Globo.
Durante os dois anos de afastamento, ela deixará de receber benefícios vinculados ao exercício da função, como gratificações.
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Segundo dados do Portal da Transparência do CNJ, em junho de 2026, Gabriela teve remuneração bruta de R$ 77.983,48 e líquida de R$ 56.161,46.
A apuração foi aberta pelo CNJ em 2024 depois que uma fiscalização feita pela Corregedoria apontou supostas irregularidades na validação por Gabriela Hardt de um acordo que tinha o objetivo de criar uma fundação privada que seria abastecida com recursos da Lava Jato, a partir do pagamento de multas de empresas condenadas. Os valores chegariam a R$ 2 bilhões.
A aplicação da punição contra a magistrada foi aprovada por unanimidade. E, por 10 votos a 4, prevaleceu a sanção de dois anos.
Lava Jato: CNJ afasta juíza Gabriela Hardt do cargo por dois anos
A juíza conduziu a operação no período em que assumiu a 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná. Atualmente, ela está na 23ª Vara Federal em Curitiba.
Hardt foi substituta do ex-juiz Sergio Moro nos processos da Lava Jato. Em 2019, ela condenou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia.
Gabriela Hardt e Lava Jato: juíza afastada por dois anos continuará recebendo salário de R$ 77 mil
