BRASÍLIA - Os presidenciáveis já utilizam inteligência artificial para produzir jingles, videoclipes, sátiras, reconstruções históricas e ataques durante a pré-campanha eleitoral. A tecnologia aparece tanto em publicações dos próprios pré-candidatos quanto em conteúdos divulgados por partidos, aliados e apoiadores.
Entre os exemplos estão vídeos em que Romeu Zema (Novo) aparece cantando sobre Minas Gerais, Flávio Bolsonaro (PL) é retratado como piloto de caça e protagonista de ações de combate ao crime, e Renan Santos (Missão) utiliza inteligência artificial em um vídeo relacionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No entorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parlamentares recorreram à tecnologia para reconstruir a trajetória política do presidente, que também compartilhou um vídeo com música escrita por uma apoiadora e voz produzida por IA.
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Levantamento divulgado em março pelo Observatório IA nas Eleições mostrou que a média diária de conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial cresceu 50% em relação ao período eleitoral de 2024. Segundo a coordenadora de Plataformas e Mercados Digitais da Data Privacy Brasil, Carla Rodrigues, o ritmo aumentou ainda mais com a aproximação das eleições.
Conteúdos sem identificação
De acordo com o levantamento, 45% dos conteúdos analisados foram classificados como desinformativos e 73% não informavam o uso da inteligência artificial.
