O voto da comissão interna do Superior Tribunal de Justiça que investiga os casos de importunação sexual pelo ministro Marco Buzzi pedirá a condenação do magistrado com a pena máxima: disponibilidade com perda de função. A comissão encaminhou aos ministros posição que será apresentada no julgamento na 5ª feira (6.ago.2026) entendeu que as provas confirmam a tese das 2 mulheres que alegam ter sido vítimas do ministro.
Com essa posição, a comissão de sindicância vai além do pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) para aplicar a aposentadoria compulsória contra Buzzi. O entendimento é que, como o Supremo Tribunal Federal acabou com esse tipo de punição e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) regulamentou nesta terça-feira (4.ago.2026) a nova punição: disponibilidade com perda de função, o que facilita a demissão do magistrado.
Para ser condenado, é necessário que ao menos 17 ministros do STJ sigam o entendimento da comissão disciplinar. A comissão de sindicância é formada pelos ministros:
Luis Felipe Salomão;
Benedito Gonçalves; e
Villas Bôas Cueva.
Em contrapartida à tese de acusação, a defesa do ministro nega que Buzzi tenha sido responsável pelos 2 casos de importunação sexual mencionados pela PGR. Um deles está relacionado a uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, durante um banho de mar nas férias do início do ano.
O outro caso está relacionado a uma ex-assessora do ministro, que alegava ter sido vítima.
