Após um longo processo, a Electronic Arts (EA) finalmente concluiu sua venda por US$ 55 bilhões para um consórcio liderado pelo Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, tornando-se uma empresa de capital fechado.
A transação, considerada a maior aquisição alavancada da história, faz com que a publisher de franquias como EA Sports FC, The Sims e Mass Effect assuma uma dívida bilionária, levantando dúvidas sobre possíveis impactos em sua operação.
O grupo controlador é formado pelo PIF, que ficará com 93,4% da companhia, além da Silver Lake e da Affinity Partners. Segundo a própria EA, a mudança permitirá acelerar investimentos em jogos e entretenimento digital, enquanto a empresa deixa de ter ações negociadas na bolsa após mais de três décadas.
Apesar do discurso otimista, analistas apontam que o novo cenário financeiro pode exigir medidas para reduzir despesas. Entre as principais preocupações estão possíveis cortes internos e mudanças na estratégia da publisher para administrar a dívida assumida com a conclusão da compra.
Aquisição bilionária da EA pode vir acompanhada de uma série de demissões
A principal preocupação após a conclusão do negócio é o tamanho da dívida que ficará sob responsabilidade da EA. Parte da aquisição foi financiada por um empréstimo de cerca de US$ 20 bilhões junto ao JPMorgan Chase, enquanto estimativas apontam que a empresa poderá carregar aproximadamente US$ 18 bilhões em dívidas líquidas.
