Um grupo de dez países das Américas condenou na terça-feira (4) o plano do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, de acabar com as eleições livres no país centro-americano, argumentando que tal intenção viola os direitos humanos e os princípios democráticos.
Em uma declaração conjunta divulgada pela OEA (Organização dos Estados Americanos), os governos de Antígua e Barbuda, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Jamaica, República Dominicana e Uruguai disseram estar “profundamente preocupados” com as declarações de Ortega em 20 de julho, quando ele afirmou que “não haverá mais eleições” na Nicarágua.
Após essa declaração, o presidente da Assembleia Nacional, Gustavo Eduardo Porras Cortés, da FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), partido governista, afirmou que haverá eleições, mas que serão feitas reformas para impedir a participação de “golpistas”, entre outras medidas.
Ortega quer estender mandato na Nicarágua de seis para sete anos renováveis
Oposição a Ortega: "Normalizar" ditadura na Nicarágua afeta toda a região
Análise: Por que os EUA não tratam a Nicarágua como tratam Cuba e Venezuela
“Condenamos a intenção anunciada por Ortega, bem como qualquer medida constitucional, legislativa ou administrativa que vise eliminar a competição eleitoral genuína e o pluralismo político”, afirmaram os países dissidentes em comunicado divulgado na terça-feira.
